No vário fluido que chamamos
Memória palmilho teu cheiro,
Teu rastro, tua certa sombra.
Te ouço no vibrar de cordas,
No salto dos arcos. Em moedas
E linhas que se amoldam à
Pantomima silente da vida.
Te reconheço no riso alheio
Que não sabe que te evoca,
E nos olhos anônimos que
Não pertencem a seus donos.
A sinto no vento e na chuva,
Teus irmãos de pele e dedos.
Te aceno no campo vermelho do
Entardecer, que me disse ser
A cor do nosso diário amor.
E te pressinto no sopro das
Horas, em que espero o tempo
Doce de não mais te esperar.
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